[REC] (2007)

25-10-2013 11:07

 

Título Original: [REC] (2007)

 

Realizador: Jaume Balagueró e Paco Plaza

 

Elenco:

- Manuela Velasco - Ángela
- Javier Botet - Niña Medeiros
- Manuel Bronchud - Abuelo
- Martha Carbonell - Sra. Izquierdo
- Claudia Font - Jennifer
- Vicente Gil - Policía
- Maria Lanau - Jennifer's Mother
- Carlos Lasarte - Cesar
- María Teresa Ortega - Abuela
- Pablo Rosso - Marcos
- Pep Sais - (voz)
- Jorge Serrano - Sergio
- Ferran Terraza - Manu
- David Vert - Álex
- Carlos Vicente – Guillem

 

Sinopse:

  Ángela Vida, jornalista, realiza uma reportagem sobre o quatidiano num quartel do Corpo de Bombeiros de Barcelona, Espanha.

  Os vizinhos estão assustados. Os gritos aflitivos de uma vizinha, idosa, presa em casa, levou-os a chamar os bombeiros.

  Porém, o que aparentemente seria uma saída rotineira de resgate, logo se transforma num pesadelo.

  Um tipo de infecção raivosa é a causa de todo o Terror!

  Presos no edifício, a equipa de reportagem e os bombeiros enfrentam aquilo que será a missão das suas vidas!

 

Opinião:

  Ora aqui está um filme muito bom! Susto, adrenalina, medo, e paranormalidade misturado com criaturas tipo zombie, é tudo o que [REC] tem para oferecer!

  A filmagem é estilo found-footage, mas mais, digamos, profissional. O argumento é deveras bem planeado, e executado.

 

  Ángela Vidal, repórter do programa de televisão Enquanto Você Dorme, e o seu fiel câmara-man, Pablo, realizam uma reportagem sobre a rotina nocturna de um quartel de Bombeiros em Barcelona.

  É madrugada e nada é interessante. A sirene ecoa. Um resgate a uma mulher idosa, que está presa em seu apartamento aparentemente com problemas mentais, é a emergência. A equipa de reportagem segue num veículo de emergência, juntamente com dois bombeiros “seleccionados”, Alex e Manu. Sente-se que vamos ver boa coisa!

  Depressa chegam ao prédio, e companhados por um agente da polícia, sobem até ao apartamento da idosa, senhora Izquierdo. Entram no apartamento, depois da porta arrombada, e deparam-se com a idosa usando unicamente uma camisa de dormir. Aparentemente está transtornada. Sem se esperar, a senhora morde o agente. Grande susto! O agente é levado para a entrada salão do prédio, onde habitantes aguardam boas novas. Isto não é, de certeza.

  A porta de saída é selada pelas autoridades. A explicação dada aos moradores, é que todo o prédio foi isolado por questões de ordem sanitária. Não dá para engolir. Que é que se passa, mesmo? Alex, que ficara no apartamento da idosa, cai por entre o vão da escada, e fica gravemente ferido. Surpresa assustadora! Muito bem feito e filmado! A equipa de reportagem, o agente, e Manu sobem ao apartamento quase a saltar. A senhora Izquierdo ainda tem ataques raivosos. Zombie? Mutante?

  Num armazém de confecção de roupa, pertencente a uma família de japoneses, Jennifer, sete anos de idade, doente com amigdalite, relata a Ángela que Max, o seu cão de estimação, está no veterinário. Pormenor!

    Um inspector de saúde, vestido com um fato de protecção, chega para tratar dos feridos, e recolher amostras de sangue dos moradores. Explica aos moradores que a doença é transmitida pela saliva. Todos os que foram mordidos estão infectados. O tempo que dura até os efeitos tornarem-se visíveis, varia de acordo com o tipo sanguíneo! Gostei mesmo desta ideia! Saliva… Grupo sanguíneo… A doença foi descoberta um dia antes, numa clínica veterinária. Um cão, apresentou sinais de raiva e atacou outros animais, teve de ser sacrificado. Através de um chip de identificação, a polícia descobriu que os donos do cão são moradores do prédio. Bem explicado!

  Ángela, lembrando-se do que a menina lhe contou, conclui que foi o cão de Jennifer que foi abatido por ter a doença. A mão de Jennifer nega as acusações, e continua a afirmar que é amigdalite. Está a ficar bom! Contrariando a teoria da mãe, Jennifer vomita sangue e torna-se agressiva. Está contaminada. Regan MacNeil?

  Neste momento toda a história desenvolve-se sem que se entre em clichés desnecessários e com um fio condutor bem orquestrado.

  A mãe de Jennifer é presa ao corrimão da escada. Jennifer, com os olhos vermelhos e a pele pálida, morde outro agente. Ser polícia é azar! A senhora Izquierdo leva com um martelo na cara, Manu é o agressor, e fica “a dormir”. Os infectados, vamos dizer “zombies”, estão agressivos, e “pretendem” sair do armazém. Segue-se sequências em que os não infectados andam num sobe e desce pelas escadas. Entram e saem de apartamentos. Trancados num deles, descobrem que há uma saída possível do prédio pelo armazém. O problema é a porta ser blindada. Têm de encontrar as chaves que estão num determinado apartamento. Mais difícil não podia ser? Mais “zombies” aparecem. Lutam com eles. Todos são, agora, “zombies”. Só Ángela e Pablo, o câmara-man, ainda escapam á infecção. Tinha de ser, a equipa que regista tudo não pode morrer sem que se saiba o que está por detrás disto tudo! Conseguem entrar no apartamento, e encontram as chaves numa gaveta. Tentam descer, mas em todos os andares há “zombies”. Agora é que vão ser elas! Perseguidos pelos, conseguem abrir a porta do apartamento do último andar. Não havia muito mais a fazer, não é? Para piorar a situação, têm só a luz da câmara a ajudar a visão. Mais uma descoberta é feita: O antigo morador era um agente do Vaticano, acusado de isolar um vírus, que acredita-se ser a causa biológica para a transformação em “zombie”. Nas paredes, mais um cliché, vários recortes de jornais e anotações fazem referência a uma menina, portuguesa, mas que mal fizemos nós?, foi infectada pelo vírus. O agente sequestrou a portuguesa, e fez pesquisas para tentar curá-la. Mas o vírus sofreu uma mutação, ficou mais poderoso e de fácil transmissão. Ele, cagão, “ deu de fuga” e deixou a menina a morrer como um animal Pablo sobe para um sótão para filmar o que há lá. Roda a câmara, para ter uma ideia do local, e um “zombie” parte a lâmpada. A visão nocturna é ligada, todos ficamos verdes. O “zombie” desce do sótão, e é extremamente magra. Conclui-se que é a portuguesa! Pelas piores razões, somos mesmo desprezados! Na cozinha, onde estão escondidos, a “zombie” procura comida. Espera aí, mas ela foi às compras ou tem um kit se sobrevivência? Já passou um ano! Ao tentarem fugir, esbarram num objecto, cliché, e “mostram-se! Pablo é violentamente atacado e a câmara cai. Ángela aparece em frente à mesma e, com uma expressão de puro Terror, é puxada para trás. Imagem forte e que dá um final em aberto para uma continuação!

 

  A história é original, e lógica! As interpretações são boas, em especial Manuela Velasco. A caracterização das personagens é esplêndida e muito realista!

  Só é pena Portugal ser referenciado pelas piores razões! Mas nada que belisque esta obra-prima!

  Os cineastas portugueses, aqueles que pretendem produzir obras de terror, devem colocar os olhos nos nossos vizinhos, e tentar ser melhor, ou no mínimo, igual!

  É muito bom, e revê-se muito bem!

 

Michael Krueger

 

 

Curiosidades: cms.universo-do-cinema-de-terror.webnode.com/news/rec-2007-/

 

Trailer: www.youtube.com/watch?v=YGJ_jPKOj1c&feature=player_detailpage

Comentários:

Não foram encontrados comentários.